quinta-feira, 21 de junho de 2012

As Novas Tecnologias e a Formação do Professor: Por onde começar?

No atual contexto escolar, busca-se sempre o verdadeiro significado das Novas Tecnologias:
Como usá-las em sala de aula? Muitos conflitos permeiam os meus pensamentos, os quais me angustiam muito, e muitas vezes me deparo com tais questionamentos: Como preparar aula fazendo uso das Novas Tecnologias?

De que forma devo utilizar no meu planejamento? Fazer o quê? Como? De repente, sinto-me totalmente despreparada, com prática arcaica e a angustia cada vez mais, e ouço o grito ecoando: Você precisa ter intimidade com as Novas Tecnologias para tornar suas aulas atrativas, prazerosas, que encante e desperte no seu aluno o desejo de aprender.

Surge então o temor de não conseguir. E o que faço? Volto ao meu comodismo, fazendo o que melhor sei fazer, minhas velhas aulas expositivas, usando ferramentas que não me trazem inseguranças, livros, cadernos e a inseparável lousa e tudo fica como antes.

Inovar pra quê, se o que faço até hoje deu certo?
Até quando fugirei de um futuro tão presente?
Ficarei cega à vida toda?
O professor não é um eterno pesquisador?

Ao fazer uma retrospectiva, chego à conclusão de que há bastante tempo vem acontecendo essa discussão, desde a década de 80 que já vinha se discutindo as novas tecnologias na educação. Imaginem, então, quais eram essas novas tecnologias: O uso da Tevê educação, cassetes, discos, filmes e aqueles dispositivos acoplados as fitas magneto fônicas. Acreditem que o medo maior, até então, era de sermos substituídos pelas máquinas. E hoje ainda continuamos com medo? Só que um medo de não dar conta, de não saber como usar tais instrumentos.

Em pleno século XXI, os educadores insistem em nada fazer, ou será que a nossa insegurança, é medo de que esses tão sonhados e modernos equipamentos venham exercer um poder de fascínio a ponto de sermos totalmente trocados? Isso chega a ser um absurdo!

Acredito que em momento nenhum deixaremos de ter papel importante de orientador, mediador, conselheiro.  A relação professor e aluno se faz necessária e nada poderá substitui-la, precisa ser uma relação dialógica. O grande mestre deixa marcas positivas quando quebra barreiras e vence os obstáculos que os separam, quebra a frieza e a indiferença que distanciam professor e aluno.

Nos dias de hoje, não se pode negar que nós professores temos mesmo fortes concorrentes, é lógico que o aluno sentirá vontade de estar navegando na internet, jogando um game interessante, ouvindo música no seu celular, que hoje nada mais é, que um computador de bolso, a ficar horas ouvindo o professor falar blá, blá, blá...

É fato que as novas tecnologias trouxeram grande impacto sobre a Educação, dando oportunidades de colocar em prática novas formas de aprendizado, de construção de conhecimentos. Portanto, não podemos fechar os olhos fingindo que nada aconteceu, a revolução trazida pela era da tecnologia é real, as informações chegam aceleradamente, e o beneficio também é real. Os meios de comunicação, a internet, assim também como as redes sociais, tem facilitado à vida da humanidade. Enfim, a contribuição da internet tem favorecido mudanças nas formas de se comunicar, escrever, ler, pesquisar. Poderia ser diferente na sala de aula?

Até quando as novas Tecnologias causarão impacto na Educação? Precisamos incorporar os recursos tecnológicos e trazê-los para a sala de aula, pois os mesmos favorecem novas estratégias de ensinar, possibilita aprendizagem significativa. 

Sem dúvida nenhuma, para que aconteçam essas mudanças na Educação, depende muito mais de nós educadores interessados, curiosos e com vontade de inovar. Investir em formação, capacitação continuada de nada adiantará se não mudarmos a postura enquanto educadores, repetindo as mesmas didáticas e metodologias. A prática pedagógica tem que ser diferente, integrar o humano ao tecnológico, ampliando significativamente o papel do professor, de informador para orientador, facilitando todo o processo educativo. Se os alunos estiveram motivados, com certeza avançarão. O importante é aprender e não impor um padrão único de ensinar.

Diante de tantos avanços tecnológicos, o educador deve incorporar às suas práticas educativas as novas metodologias, pois a educação não pode mais viver do passado, negando a real existência das tecnologias, se não, estaria formando pessoas desconectadas da realidade na qual estão inseridas.


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